Arquivo da categoria ‘Praguejo’

“Sheyla tem os maiores seios da América Latina”

3 Agosto, 2008

É por isso que eu não assisto mais TV aberta.

E muito menos o Gugu.

O Mundo é uma Piada, Part Deux

27 Março, 2008

Investigação: Assembléia Legislativa do Piauí quer Rede Globo explicando final do BBB

Trecho:

“A Assembléia Legislativa aprovou proposta do deputado estadual Warton Santos (PMDB) para solicitar à TV Globo explicações para saber se está dentro das normas do BBB o prazo de um minuto para desempate entre Gyselle e Rafinha na final do BBB.

“Não é possível que em mais de 70 milhões de votos exista empate. A Globo mostrou-se tendenciosa, desde as citações da apresentadora Ana Maria Braga, como também colocar um conjunto de rock todo tatuado, assim como o roqueiro que disputava com Gyselle. Isso é subliminar. Tenho a impressão que Bial criou esse adendo ao regulamento na hora. Porque ele não propôs mais minutos ou dividiu o prêmio? Estamos aqui para defender a Gyselle de todo jeito, quantos sonhos não foram destruídos em uma votação que aparentemente é fútil, mas que é um reality show?”, defendeu Warton Santos.”

Exemplo de nível dos comentários da nota:

Camila26.03.2008 – 19:20h
ESTÃO MAIS DO QUE CERTO OS DEPUTADOS..POIS ESTÃO À MOSTRAR QUE O PIAUÍ TEM VOZ..E REINVENDICA CONTRA AS INJUSTIÇAS,SEJA ESTAS QUAIS FOREM!!!

ana carolina26.03.2008 – 15:13h
2º PASSO DO NOSSO PROTESTO Vamos mostrar que a GY é nossa verdadeira CAMPEÂ, vamos mostrar que a queremos em todos os lugares, vamos deixar claro o quanto ela é amada e querida. Gy verdadeira CAMPEÂ do bbb8 Escrevam muito pedindo matérias com ela, fotos, entrevistas, que ela apareça, mas escrevam muito mesmo, lotem as caixas de e-mails. Mostrem a força que a Cajuína tem com o povo Quem souber mais revistas, jornais, acrescentem aqui e divulguem.Vamos usar toda nossa força

Depois eu falo que isso aqui é paízinho de merda e nego acha ruim.

Meu caso está apresentado.

Doctor Stiles

25 Março, 2008

Brincadeiras à parte, cheguei à conclusão de que me comporto muito mais como um japonês do que eu gostaria ou deveria.

Pra mim não  existe muito meio termo em certas coisas.  Se eu não corresponder à ridícula expectativa própria de ser, de cara, o melhor em tudo o que eu me propor a fazer, me sinto como se nunca devesse ter tentado aquilo pra começo de conversa. Mesmo que seja algo impossível ou que naturalmente leve-se anos para aprender/aprimorar.

Quando eu era menor, me perguntava porque todo mundo tinha que achar que eu tinha talento, era inteligente, ou era melhor que os meus coleguinhas em certas coisas. Hoje eu me pergunto porque eu não consigo ser o melhor em tudo o que eu quero e fico imensamente frustrado quando eu obviamente não consigo.

Não é um caso de baixa auto-estima. Pelo menos não dessa vez. Eu tenho pelo menos uma noção aproximada das coisas que eu sei fazer e do que eu sei fazer bem – mesmo que não goste de admitir o tempo todo. Eu só vivo me cobrando por coisas que não têm muito cabimento.

Acho que no final das contas eu só quero mostrar pra mim mesmo que posso ser o melhor em qualquer coisa sem a ajuda de ninguém. E é difícil. E é uma coisa que eu não quero mais.

O Mundo é uma Piada, Parte I

19 Janeiro, 2008

Freegans reviram lixo em busca de modo de vida alternativo ao capitalismo

Highlight:
A cartilha freegan justifica que a moradia é um direito e não um privilégio (eles sugerem que imóveis abandonados sejam ocupados), enquanto trabalhar significa sacrificar a própria liberdade para obedecer ordens de terceiros. Além disso, trabalho é sinônimo de colaboração com o sistema capitalista.”

Chego à conclusão que Baby Beef faz mal pro cérebro, uma vez isso é que são os pseudo-comunistinhas de merda de hoje em dia. E todo mundo sabe que como o Michael Jackson, os comunistas ganharam fama por serem comedores de criança.

Ah, se eu tivesse uma bomba atômica…

Malditos pernilongos

18 Janeiro, 2008

Como daqui a pouco esse blog já estará tão abandonado quanto o meu desde-o-início-fadado-ao-fracasso Livejournal (cujo endereço não postarei aqui para não estimular a concorrência contra mim mesmo), vamos então a uma atualização.

A verdade é que dormir, na maioria das vezes, é mais divertido do que pensar e escrever.

Ok, na verdade não é.

É que o ato de dormir motivado pela necessidade sumária de dormir é uma tentação de proporções bíblicas. A diferença está no castigo: ao invés de ser chutado para fora do paraíso e condenado a  viver sem moleza (veja que isso todo mundo por aqui já tira de letra),  a pior punição divina possível para quem quer dormir é a combinação de pernilongos e calor.

Outro dia Deus decidiu que eu estava confortável demais e resolveu mandar uma dessas mini-pragas. Obviamente, no meio da noite, foi inevitável acordar me coçando e amaldiçoando todas as gerações da Família Culicidae. Vocês não imaginam qual foi o meu prazer ao levantar, acender a luz do quarto, ver que a criatura estava na porta do meu armário, esmagá-la com a minha mão e ver que o meu pobre sanguinho estava ainda intacto dentro dela.

Take that you fucker.

Um ode

25 Novembro, 2007

Chego, pois,  à conclusão de que as bulímicas são verdadeiras guerreiras.

Não no sentido de guerreiras heróicas,  que cruzam o campo de batalha sozinhas e representam o trunfo de seus exércitos.  Mas no sentido de guerreiras corajosas e burras, que mesmo sem saber muito o que estão fazendo continuam lá, sacudindo suas espadas sem ver onde estão acertando.

Por quê? Ora, vocês hão de concordar comigo que o ato de vomitar é, ao mínimo, desagradável.
Ainda mais quando se passa uma madrugada em claro vomitando (pura bile, em algumas ocasiões, veja só), mais um dia inteiro enjoado/estufado sem ter comido praticamente nada.

Uma salva de palmas para as pequenas bulímicas.

Mulheres e crianças primeiro

22 Novembro, 2007

Da próxima vez que, andando de ônibus, eu der o sinal, me levantar, ficar esperando em pé (no corredor, ao lado de assentos vazios) o veículo chegar ao seu nobre destino e alguém me perguntar se eu vou descer, responderei:

- Não. Estou aqui de pé me preparando para um recital de violino especialmente para você. 

E sua mãe, aquela caminhoneira.

Mumble mumble

30 Outubro, 2007

Porra, uma semana inteirinha sem escrever nem uma linha…

(até rimou)

Não consigo mais ver o mundo como um lugar alegre – principalmente por que ele não é um lugar alegre.
Isso não quer dizer que eu não goste do mundo. Eu gosto. Me desagradam as pessoas que moram nele. Aquelas que acham que o mundo em questão são só delas e que, em sua nobre escrotisse, não fazem um esforcinho pra deixar de serem pés no saco ambulantes.

Dêem-me um tiro na cabeça o dia em que todos se reunírem em uma grande roda, num campo florido e ensolarado, derem um grande abraço grupal e saírem pulando e cantando.
Esse será um mundo com muitas drogas alucinógenas e pouco proprósito.

Menos sonhar e mais realizar. Que tal?

O Abelardo é biba, tudo mundo sabe

9 Outubro, 2007

Outro dia uma menina que estuda comigo disse que eu parecia o pai dela falando. Isso porque, alguns instantes antes, eu mandei um “da próxima vez, aprende”, motivado por uma cagada feita pela própria. Cagada leve, mas cagada mesmo assim.

Acredito, portanto, que o gene tiozão já esteja desperto, pelo menos parcialmente, em alguma parte do meu ser. Meu gene , mesmo que eu esteja ainda relativamente longe da idade de ser um.

Não sou, porém, um tipo de proto-tiozão a la Gatão de Meia Idade, ou daquele coro de velhos imbecis daquele comercial de uma marca de carros cujo nome me foge à memória.  Aquele The Uncles ou coisa do tipo. Negócio estúpido. Sempre usei a seguinte imagem pra ilustrar minha velhice: eu, velho, de bengala, suéter e boina (e calças, obviamente) sentado numa cadeira de balanço na varanda de uma casa. Um outro velho do lado. Ele viraria pra mim e diria:

- Lembra quando as coisas eram boas?
e eu responderia:
- As coisas nunca foram boas.

Felizmente, parte desse plano de vida foi cancelado, devido à presença de alguém que por vontade própria (vejam só que coisa) decidiu entrar na empreitada de tornar um chato não tão chato assim. E sou bastante grato por isso.

De qualquer forma, o prospecto de uma zézice precoce não me entristece ou assusta tanto quanto deveria.  Ao contrário: se já sou meio zé desde já, isso quer dizer que a idade de ser um velho aporrinhador full fledged também vai chegar mais cedo. E isso seria demais, não?

Talvez não.

Brás, Bexiga e Barra Funda

27 Setembro, 2007

Já foi publicado há algum tempo aqui no Brasil um livro chamado Como Trabalhar para um Idiota, ou coisa parecida.

Vejam: não sei de que se trata o livro, uma vez que nunca o li. Também não faço a menor idéia de quem o escreveu, e sinceramente minha preguiça é maior do que minha vontade de conhecer a identidade de tal pessoa. Posso supor,  porém, que se ela mesma não se tornou um idiota, deve estar encontrando problemas para arrumar emprego.

De qualquer maneira.

Apesar de não ter lido o livro, e meu interesse em fazê-lo é o mesmo de procurar o nome do autor nesse exato momento, tenho uma dúvida sobre ele. Os Idiotas titulares, de que tipo são?

Nesse mundo, assim como existem dois tipos de intelectuais (assunto sobre o qual devo discorrer numa oportunidade futura), também existem duas modalidades básicas de idiotas: os Idiotas verdadeiros e os Idiotas pau-no-cu. Acredito eu que mesmo quem se encaixa numa dessas duas categorias pode supor, só de ler o título, do que elas falam. Mas vou explicar mesmo assim – me sinto especialmente disposto essa noite.

Um idiota verdadeiro é aquele que abraça a idiotice com a alma, torna-a um estilo de vida.  São pessoas que, por algum capricho cruel da natureza ou acidente do destino, veio parar nessa Terra de merda com seu cérebro menos operacional que os dos demais. Pior que isso: ele não usa devidamente seu esponjoso órgão cabeçal e nem faz questão disso. É daqueles que veste a camisa, tem amor ao time.

Já o idiota pau-no-cu é a pessoa que, apesar de ter todas as suas funções cerebrais funcionando em perfeita harmonia – e não raro poderia dar um banho de conhecimento num idiota verdadeiro, fosse o assunto Literatura, Matemática, Física  ou Biologia – teima em portar-se como um completo imbecil no âmbito comportamental. Ele toma seu conhecimento como símbolo de um pequeno poder, que deve ser exercido a todo segundo possível e afetar todos que estão em sua volta. Chega a ser incômodo como um falo inserido num reto, como o nome sugere.

Minha opinião? Os Paus-no-Cu são bem piores.

Por que ser um idiota verdadeiro é circunstância ou preguiça. Pra ser pau-no-cu, precisa ter talento, força de vontade,  vocação. É como aquela: Não basta ser pai, tem que participar.  E como a população que se encaixa na categoria cresce cada vez mais no mundo, sugiro a produção de novos livros. Algo do tipo: Como ser Mãe de um Idiota, Como ser Filho de um Idiota, Como ser o Cachorro de um Idiota etc.

Pobres cachorros.