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Mumble mumble

30 Outubro, 2007

Porra, uma semana inteirinha sem escrever nem uma linha…

(até rimou)

Não consigo mais ver o mundo como um lugar alegre – principalmente por que ele não é um lugar alegre.
Isso não quer dizer que eu não goste do mundo. Eu gosto. Me desagradam as pessoas que moram nele. Aquelas que acham que o mundo em questão são só delas e que, em sua nobre escrotisse, não fazem um esforcinho pra deixar de serem pés no saco ambulantes.

Dêem-me um tiro na cabeça o dia em que todos se reunírem em uma grande roda, num campo florido e ensolarado, derem um grande abraço grupal e saírem pulando e cantando.
Esse será um mundo com muitas drogas alucinógenas e pouco proprósito.

Menos sonhar e mais realizar. Que tal?

Hum

18 Outubro, 2007

Ao invés de falar sobre a Ignorância como Imperativo Moral, vamos falar hoje sobre Medo. Sentimento primordial e filho da puta (como a maioria dos outros) do ser-um-mano.

Uma das principais matérias primas do medo é o desconhecido. Tem-se medo do que não se conhece e/ou não se entende. É por isso que algumas crianças têm medo do escuro. É por isso que alguns adultos têm medo do futuro.

Porém, o medo nesses dois estágios da vida é ligeiramente diferente, presumo. A criança tem medo do escuro pois, além de não conhecê-lo, não consegue dominá-lo (e nem o tenta). Sob as luzes, o mundo é uma extensão da própria existência da criança. Ela é o seu senho. Tudo é feito para o seu prazer e mediante sua aprovação. Não é possível ter medo do que se domina. E a criança domina o mundo.

Os adultos, provavelmente por acharem que já entenderam tudo que se tem pra entender sobre o mundo e considerarem tudo aquilo muito chato, fabricam seus medos por pensar demais em determinada situação. Eles já não têm tanta certeza (ou melhor, já perderam as esperanças de) que dominam o mundo, então começam a formular crises hipotéticas nas suas cabecinhas. Ou elas podem simplesmente ter medo de picles e pêssego e do homem de bolas de algodão.

O meu medo?
Que o bimilésimo oitavo ano do calendário cristão seja uma reprise do milésimo novecentésimo nonagésimo oitavo ano do calendário cristão.

Também tenho medo de não escrever certo esses bendidos numerais ordinais.