Doctor Stiles

By Mucioli

Brincadeiras à parte, cheguei à conclusão de que me comporto muito mais como um japonês do que eu gostaria ou deveria.

Pra mim não  existe muito meio termo em certas coisas.  Se eu não corresponder à ridícula expectativa própria de ser, de cara, o melhor em tudo o que eu me propor a fazer, me sinto como se nunca devesse ter tentado aquilo pra começo de conversa. Mesmo que seja algo impossível ou que naturalmente leve-se anos para aprender/aprimorar.

Quando eu era menor, me perguntava porque todo mundo tinha que achar que eu tinha talento, era inteligente, ou era melhor que os meus coleguinhas em certas coisas. Hoje eu me pergunto porque eu não consigo ser o melhor em tudo o que eu quero e fico imensamente frustrado quando eu obviamente não consigo.

Não é um caso de baixa auto-estima. Pelo menos não dessa vez. Eu tenho pelo menos uma noção aproximada das coisas que eu sei fazer e do que eu sei fazer bem – mesmo que não goste de admitir o tempo todo. Eu só vivo me cobrando por coisas que não têm muito cabimento.

Acho que no final das contas eu só quero mostrar pra mim mesmo que posso ser o melhor em qualquer coisa sem a ajuda de ninguém. E é difícil. E é uma coisa que eu não quero mais.