Posts de Outubro, 2007

Mumble mumble

30 Outubro, 2007

Porra, uma semana inteirinha sem escrever nem uma linha…

(até rimou)

Não consigo mais ver o mundo como um lugar alegre – principalmente por que ele não é um lugar alegre.
Isso não quer dizer que eu não goste do mundo. Eu gosto. Me desagradam as pessoas que moram nele. Aquelas que acham que o mundo em questão são só delas e que, em sua nobre escrotisse, não fazem um esforcinho pra deixar de serem pés no saco ambulantes.

Dêem-me um tiro na cabeça o dia em que todos se reunírem em uma grande roda, num campo florido e ensolarado, derem um grande abraço grupal e saírem pulando e cantando.
Esse será um mundo com muitas drogas alucinógenas e pouco proprósito.

Menos sonhar e mais realizar. Que tal?

Yay

22 Outubro, 2007

E tudo ficou bem, no final das contas =)

Adendo: Tropa de Elite é foda, mas disso eu falo depois.

Hum

18 Outubro, 2007

Ao invés de falar sobre a Ignorância como Imperativo Moral, vamos falar hoje sobre Medo. Sentimento primordial e filho da puta (como a maioria dos outros) do ser-um-mano.

Uma das principais matérias primas do medo é o desconhecido. Tem-se medo do que não se conhece e/ou não se entende. É por isso que algumas crianças têm medo do escuro. É por isso que alguns adultos têm medo do futuro.

Porém, o medo nesses dois estágios da vida é ligeiramente diferente, presumo. A criança tem medo do escuro pois, além de não conhecê-lo, não consegue dominá-lo (e nem o tenta). Sob as luzes, o mundo é uma extensão da própria existência da criança. Ela é o seu senho. Tudo é feito para o seu prazer e mediante sua aprovação. Não é possível ter medo do que se domina. E a criança domina o mundo.

Os adultos, provavelmente por acharem que já entenderam tudo que se tem pra entender sobre o mundo e considerarem tudo aquilo muito chato, fabricam seus medos por pensar demais em determinada situação. Eles já não têm tanta certeza (ou melhor, já perderam as esperanças de) que dominam o mundo, então começam a formular crises hipotéticas nas suas cabecinhas. Ou elas podem simplesmente ter medo de picles e pêssego e do homem de bolas de algodão.

O meu medo?
Que o bimilésimo oitavo ano do calendário cristão seja uma reprise do milésimo novecentésimo nonagésimo oitavo ano do calendário cristão.

Também tenho medo de não escrever certo esses bendidos numerais ordinais.

Pára tudo

10 Outubro, 2007

Sério

Eu ía postar uma reflexão totalmente séria sobre as dedadas que as pessoas dão nas vidas das outras. Coisa digna de Nobel mesmo.

Mas aí me passaram um vídeo de uma menina que tem medo de picles. Sério. Minha vida perdeu o sentido.

O Abelardo é biba, tudo mundo sabe

9 Outubro, 2007

Outro dia uma menina que estuda comigo disse que eu parecia o pai dela falando. Isso porque, alguns instantes antes, eu mandei um “da próxima vez, aprende”, motivado por uma cagada feita pela própria. Cagada leve, mas cagada mesmo assim.

Acredito, portanto, que o gene tiozão já esteja desperto, pelo menos parcialmente, em alguma parte do meu ser. Meu gene , mesmo que eu esteja ainda relativamente longe da idade de ser um.

Não sou, porém, um tipo de proto-tiozão a la Gatão de Meia Idade, ou daquele coro de velhos imbecis daquele comercial de uma marca de carros cujo nome me foge à memória.  Aquele The Uncles ou coisa do tipo. Negócio estúpido. Sempre usei a seguinte imagem pra ilustrar minha velhice: eu, velho, de bengala, suéter e boina (e calças, obviamente) sentado numa cadeira de balanço na varanda de uma casa. Um outro velho do lado. Ele viraria pra mim e diria:

- Lembra quando as coisas eram boas?
e eu responderia:
- As coisas nunca foram boas.

Felizmente, parte desse plano de vida foi cancelado, devido à presença de alguém que por vontade própria (vejam só que coisa) decidiu entrar na empreitada de tornar um chato não tão chato assim. E sou bastante grato por isso.

De qualquer forma, o prospecto de uma zézice precoce não me entristece ou assusta tanto quanto deveria.  Ao contrário: se já sou meio zé desde já, isso quer dizer que a idade de ser um velho aporrinhador full fledged também vai chegar mais cedo. E isso seria demais, não?

Talvez não.

Sorry

4 Outubro, 2007

Não pensei em nada pra escrever hoje.
Pendura essa, campeão?

Auto

3 Outubro, 2007

Hoje, depois de meses (quase anos),  abri meu Orkut em busca de inspiração. Me assustei duas vezes. A primeira por que deram uma garibada no visual, e o site tá mó bonitinho. A segunda por que não sei o motivo de ainda existir um perfil meu lá – uma vez que a utilidade do Orkut para mim é a mesma de um sanduíche de picles, ou seja, nenhuma. Mas eu tenho meus motivos.

Como (acho) que comentei anteriormente, já tive alguns blogs no passado. Alguns razoáveis, outros nem tanto.  Nenhum que eu pudesse chamar categoricamente de bom, de qualquer maneira. Mas de todos eles, esse é disparado o mais pessoal – como bem indicou um bom e velho amigo, uma das poucas pessoas para as quais passei esse fatídico endereço escondido no canto da Internet.

Nunca fui bom em manter atividades online, seja nos blogs,  fóruns, no próprio Orkut ou no diabo que for. Não tenho paciência, acabo me desinteressando. Acho tudo muito chato e sem sentido. Não dá pra falar do que eu quero falar. E mesmo se eu falar, a chance de cair em ouvidos surdos é grande.

Logo, pensem comigo: já que é pra ser assim, melhor que tudo isso seja concentrado num lugar só, longe dos olho dos abutres literários. Assim, se alguém por algum acaso tropeçar aqui e ter as bolas de ler algum post até o final, poderá quiçá se interessar e ficar para tomar outra. Veja: a culpa será dele, não minha. Eu não fiz nada. Nada além de martelar dedos furiosamente ao teclado tarde da noite – único horário em que me é posível escrever.

O único público-alvo desse blog sou eu mesmo. O resto é conseqüência.

Understand

2 Outubro, 2007

Volto depois dessa curta folga para dizer que ainda não tenho bem um assunto pra tratar aqui com todos vocês. E não é como se em algum momento eu tivesse tido.

Por sorte, durante o jantar de hoje, minha patroa sugeriu que eu discorresse sobre alguns temas randômicos que escolheu no momento. Talvez eu não lembre de todos eles – e peço desculpas à ela desde já – mas recordo-me seguramente de quatro: bexigas, cores,  paredes e lixo. Vamos ver então, o que conseguimos extrair deles.

Bexigas: Eu gosto de bexigas.  Gosto mais daquelas coloridas e bem cheias, de festa de criança. Sempre tive uma admiração secreta por aquelas pessoas que fazer esculturas com bexigas, apesar de no final de contas ser tudo uma grande balela. E confesso-lhes em um momento extremamente pessoal: nunca ganhei uma dessas dos meus pais.

Cores: Eu gosto de cores. Gosto de verde, e gosto de roxo. Gosto do contraste entre o azul e o amarelo (gosto que descobri pela primeira vez vendo uma pixação em amarelo numa parede azul-turquesa perto da minha antiga casa), e também gosto do contraste entre o azul e o preto. Eu gosto de preto, também. Gosto de laranja, acho uma cor divertida – mas não sei se usaria roupas assim. Talvez usase. Não sei se gosto muito de branco (acho uma cor muito apagada em comparação às outras, apesar dela ser a soma de todas as outras). Minha dama diz que eu fico bem de vermelho. Tenho minhas dúvidas. Usem protetor solar etc.

Paredes: Eu gosto de paredes. Elas são construções humanas extremamente, extremamente úteis. Principalmente quando você não quer que os seus vizinhos veja que você está andando pelado pela casa.

Lixo: Eu gosto de… Espera, eu não gosto de lixo. Na verdade, fico bem fulo da vida quando vejo gente jogando lixo no chão. Aposto um braço e uma perna que é o tipo de gente que depois fica se perguntando o por que de ter enchentes na cidade – ou do por que ela acaba de ter sua casa lavada por uma. Aposto. E ainda há teorias de que pum e arroto aumentam o buraco na camada de ozônio. É mole?

Acho que me safei bem.